
P.
Nº
0324/10
“Por
meio
do
seu
trabalho
o
ser
humano
se
une
e
serve
os
seus
irmãos,
pode
exercitar
uma
caridade
autêntica
e
colaborar
no
acabamento
da
criação
divina”
(Concílio
Vaticano
II,
GS
67,2).
Ao
celebrar
o
Dia
do
Trabalhador
e da
Trabalhadora,
a
CNBB
reafirma
seu
compromisso
de
colaborar
na
construção
de
uma
sociedade
politicamente
democrática,
economicamente
justa,
ecologicamente
sustentável
e
culturalmente
plural.
Afirmam
os
bispos
na
Conferência
de
Aparecida:
“Com
sua
voz,
a
Igreja
unida
à de
outras
instituições
nacionais
e
mundiais,
tem
ajudado
a
dar
orientações
prudentes
e a
promover
a
justiça,
os
direitos
humanos
e a
reconciliação
dos
povos”
(Documento
de
Aparecida,
98).
A
Campanha
da
Fraternidade
Ecumênica
de
2010
denunciou
os
desvios
decorrentes
de
um
modelo
econômico
voltado
para
o
lucro
e
para
o
acúmulo
de
bens,
sem
considerar
o
valor
da
pessoa
humana
e
sem
estar
a
serviço
do
bem
comum.
Entre
os
desvios
encontra-se
a
prioridade
do
capital
sobre
a
pessoa
humana
e,
em
decorrência
disso,
do
trabalho.
No
Brasil
e em
outros
países,
o
mundo
do
trabalho
continua
dividido
em
categorias:
a
dos
integrados,
em
número
reduzido,
com
bons
salários
e
vínculo
aos
círculos
mundiais
da
produção;
os
semi-integrados,
trabalhadores
em
situação
de
risco,
aqueles
que
trabalham
precariamente
e de
forma
intermitente;
e os
excluídos,
trabalhadores
que
estão
fora
da
sociedade
salarial
ou
dos
vínculos
de
proteção
dos
direitos
sociais,
os
desempregados,
sub-empregados.
Há
que
se
lembrar
também
dos
aposentados
e
aposentadas,
nem
sempre
reconhecidos
pelo
bem
que
fizeram
e
ainda
podem
fazer
pelo
País,
e
convivendo,
tantas
vezes,
com
graves
perdas
salariais.
O
direito
de
todos
ao
trabalho
e a
inclusão
universal
na
rede
de
proteção
social
tornam-se
objetivos
obrigatórios
para
todos
os
que
buscam
construir
uma
sociedade
justa
e
solidária.
Em
sua
saudação
neste
1º
de
maio,
a
CNBB
faz
ressoar
as
aspirações
dos
trabalhadores
e
trabalhadoras
pelo
reconhecimento
de
seus
direitos,
e
expressa
seu
apoio
em
favor
da
consolidação
e
ampliação
dos
direitos
trabalhistas
em
nosso
país.
Entre
esses
direitos,
destacamos,
sobretudo,
o
combate
ao
trabalho
escravo
pela
aprovação
da
PEC
438/0;
a
reforma
agrária
e o
limite
da
propriedade
da
terra;
o
incentivo
à
agricultura
familiar
e
camponesa
nos
contornos
de
cada
bioma
brasileiro;
a
diminuição
da
jornada
de
trabalho
sem
redução
de
salários;
a
ampliação
dos
fundos
solidários
e a
construção
do
marco
da
economia
solidária;
a
implementação
de
uma
política
de
emprego
para
a
juventude;
a
correção
das
perdas
nas
aposentadorias
e a
indexação
justa
de
seus
benefícios;
a
universalização
da
proteção
social
previdenciária
para
todo
o
mundo
do
trabalho,
de
sorte
que
o
Brasil
possa
incluir
totalmente
a
força
de
trabalho
no
seguro
social.
A
CNBB
convida
todos
os
trabalhadores
e
trabalhadoras,
que
participam
da
obra
criadora
de
Deus
pela
dignidade
de
seu
trabalho,
a
manterem
viva
a fé
em
Jesus
Cristo,
na
busca
de
relações
justas
e
solidárias
no
mundo
do
trabalho
e no
conjunto
da
sociedade
brasileira.
Que
Nossa
Senhora
Aparecida
e
São
José
Operário
acompanhem
todas
as
pessoas
que,
pelo
seu
trabalho,
constroem
condições
dignas
para
sua
família,
buscam
o
bem
comum
e
protegem
a
vida
em
nosso
Planeta.
Brasília,
01
de
maio
de
2010
|
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB |
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB |
|
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB |