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     04/05/2010
      Núcleo Diocesano de Comunicação - NDC
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 TENHO SEDE DAS FLORES DE MAIO

 
 

 Hoje estou aqui em Brasília participando da nossa Assembleia da CNBB. E daqui, envio esta minha sede para você, amado, amada de Deus, e toda sua família. Estamos vivendo a primeira semana do mês de maio. E o mês de maio é um mês literalmente florido, mês dedicado a nossa Senhora, às mães, às noivas e às flores. Maria sempre foi considerada a uma flor, as mães também e as noivas igualmente. Por isto esta minha sede: tenho sede das flores de maio.

            De fato, o mês de maio na nossa região coincide com o fim do período chuvoso, que chamamos de inverno. As árvores se apressam em florir. Por isso quase todas as árvores e plantas estão floridas, excetos aquelas que nunca florescem, aquelas que já floriram ou que irão florir mais tarde. O certo é que o campo está florido, parece um jardim e um tapete de flores naturais. As cores e as flores se misturam pelos campos, como a nos dizer que o diferente pode conviver junto, sem problemas. Uma lição para nós nas nossas intolerâncias.

Flores do campo, flores do sertão, flores naturais, flores da caatinga, flores de semi-árido. Todas bonitas, todas cheirosas! Quero como esta minha sede homenagear a todas elas, contemplá-las no seu santuário natural e exalar seus perfumes.

Fazendo isto, amado, amada de Deus, estou homenageando a vida. Uma flor é uma vida em potencial. A flor é o útero da vida. Dentro de cada flor há uma vida latente, pedindo uma chance para nascer e viver. Quem cultiva uma flor cultiva a vida. Quem cultua uma flor está cultuando a vida. Neste tempo em que a vida está perdendo seu sentido, olhar para uma flor, cultivar uma flor, cultuar uma flor não um mero romantismo, é crê na vida. Uma flor é como a páscoa: passagem para a vida. Que neste tempo pascal, olhando para uma flor, possamos aumentar acreditar na vida que nasce da páscoa.

Lembre-se, amado, amado de Deus, que as flores de hoje, amanhã serão sementes que o tempo, o vento, a chuva, os pássaros e animais se encarregam de espalhá-las pelos campos, fazendo assim o milagre da multiplicação e da preservação das espécies. É a vida se movendo e se multiplicado.

Vale lembrar também, amado, amado de Deus, que hoje é dia do sertanejo, que não deixa de ser uma flor do campo.  Para eles ofereço uma coroa de flores.

            Reze por nós, amado, amada de Deus. De Brasília, o meu carinhoso abraço. Um bom dia e fique com Deus.

 

 

Por Dom Pedro Brito Guimarães

 

 
 

DOM PEDRO BRITO GUIMARÃES

BISPO DIOCESANO

 

 

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