Amado, amada
de Deus,
tenho sede
de ver as
coisas como
sou!
Nós vemos as
coisas, o
mundo e as
pessoas como
nós mesmos
somos. As
nossas
idéias, os
nossos
ideais, as
nossas
posições
sociais são
como lentes
coloridas
que filtram
tudo o que
estamos
vendo. Tudo
passa pelo
filtro do
nosso
entendimento.
Quem vive na
dúvida
duvida de
tudo o que
vê. Quem
vive na
descrença
suspeita de
todo ato de
fé. Quem ama
de maneira
interesseira
acha que
todo amor é
assim. Quem
é racista,
preconceituoso
acha que
todo mundo é
assim. Quem
é fofoqueiro
ou
politiqueiro,
acha sempre
motivo para
falar mal
dos outros.
Quem torce
por um
determinado
time ou por
um
determinado
partido
político só
reconhece
valores no
seu time ou
no seu
partido. E
assim por
diante... É
que vemos as
coisas na
nossa ótica,
do jeito que
somos.
Ouça, amado,
amada de
Deus, a
ilustração
desta minha
sede: “certa
vez, ao
anoitecer,
um
agricultor
sentou-se à
frente de
sua humilde
casa para
aproveitar
do frescor
da noite.
Ali perto
passava uma
estrada que
levava à
cidade. Um
homem passou
por lá e,
vendo o
camponês
sentado,
pensou:
“aquele
homem deve
ser bem
folgado e
preguiçoso.
Fica aí
sentado o
tempo todo”.
Em seguida,
passou outro
homem,
também viu o
agricultor e
pensou:
“veja o
cara, fica
aí olhando e
incomodando
as moças que
passam. Deve
ser um
mulherengo”.
Por fim,
passou um
terceiro
homem,
quando viu o
agricultor
pensou
consigo
mesmo:
“aquele
homem deve
ser um
trabalhador.
Está
merecendo o
seu
descanso”.
Três
opiniões
para um
mesmo fato.
Três pontos
de vista
para uma
mesma
pessoa. Três
visões para
uma mesma
realidade.
Quem era
mesmo este
agricultor?
Quais dos
três
acertou?
Quem estava
com a razão?
O que está
por detrás
disso?
Aquilo,
amado, amada
de Deus, que
acabamos de
dizer. A bem
da verdade,
não sabemos,
ao certo,
quem era o
agricultor
sentado à
beira da
estrada e
não podemos
dizer muito
sobre ele.
Não temos
dados
suficientes
para isto.
Agora, sobre
os passantes
sim, sabemos
e podemos
dizer muita
coisa: o
primeiro
devia ser um
preguiçoso,
o segundo um
mulherengo e
o terceiro
um
trabalhador.
Pois, nossos
olhos são
lentes
potentíssimas
que vê as
coisas
exatamente
do jeito que
somos. Não é
verdade?
Um dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães