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     04/08/2010
      Núcleo Diocesano de Comunicação - NDC
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TENHO SEDE DE SER COMO A CANANEIA

 
 

         

         Hoje, mais uma vez, o evangelho me inspirou a compor esta minha sede: tenho sede de ser como a Cananéia! É cananeu quem nasce na região de Canaã, terra pagã e de pagãos. Mateus (Mt 15,21-28) narra este episódio como um dos textos mais tocantes de todos os narrados pelos evangelhos. Trata-se de um dramático e serrado diálogo entre Jesus e esta mulher, conhecida apenas como “Cananéia”.

“Filho de Davi, tem piedade de mim” - pede a mulher. “Mulher, a tua fé é grande! Seja feito como tu queres!”- responde Jesus. O que é que esta mulher queria de Jesus? Salvar a vida da sua filha.

Jesus, que no primeiro momento da sua missão, se dirigia preferencialmente às ovelhas perdidas da casa de Israel, encontra-se com esta ovelha desgarrada de Tiro e Sidônia. Por causa da fé desta Cananéia, quebra este ciclo, rompe com este laço e se abre ao mundo daqueles que o querem como salvador. A fé transpõe barreiras, elimina fronteiras geográficas, culturais e religiosas. O limite da misericórdia divina é a fé. O limite da misericórdia divina é a dor do irmão e da irmã. Quanto mais dor, mais amor. A fé incomoda, provoca, comove até Jesus, produz frutos.

Esta é uma das cenas mais comuns de se ver: mães gritando, quais loucas, desesperadas pelos seus filhos doentes, bêbados, drogados, “endemoniados”, mortos. Qual é a mãe que não quer salvar a vida de seus filhos?

Você, amado, amada de Deus, está gritando desesperado, por que?

Neste dia do padre, se você, amado, amada de Deus, cruzar com um padre no seu caminho, cumprimente-o primeiro do que tudo, como fez são João Maria Vianney, neste seu dia.

            Um bom dia e fique com Deus.

 

 Por Dom Pedro Brito Guimarães

 

 
 

DOM PEDRO BRITO GUIMARÃES

BISPO DIOCESANO

 

 

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