Amado,
amada de
Deus, tenho
sede das
vítimas das
enchentes!
Talvez por
causa das
“vuvuzelas”
que soam sem
parar nos
últimos dias
por conta
das festas
juninas, das
convenções
partidárias,
dos jogos da
copa do
mundo e
tantas
festas,
religiosas e
profanas,
tenhamos
ouvido falar
pouco das
vítimas das
enchestes em
Alagoas e em
Pernambuco.
Quase todos
os dias
somos
informados
de tragédias
naturais,
humanas,
espirituais
e até
amorosas,
previsíveis
e
imprevisíveis.
O meu
receio,
amado, amada
de Deus, é
que
acostumados
com
tragédias
desta
natureza
ficamos
insensíveis
para com a
dor irmão e
da irmã.
Nada pior do
que a
insensibilidade
diante do
sofrimento
alheio.
Segundo
alguns
noticiários,
o que está
acontecendo
naquela área
do Nordeste
é muito
semelhante
ao que
aconteceu
com o Haiti.
Mais de 200
mil pessoas
desabrigadas,
muitas
desaparecidas
e 57 mortas.
As enchentes
arrastaram
casas,
escolas,
hospitais,
igrejas,
prédios
públicos e
privados,
nos campos e
nas cidades.
Segundo me
informou dom
Genival,
bispo de
Palmares –
Pe, nunca se
tinha visto
uma cheia
como esta.
Segundo ele,
as enchentes
conseguiram
nivelar, por
baixo, o
sofrimento
de ricos e
pobres:
todos
perderam.
Quem já era
pobre, agora
é miserável;
quem já
tinha pouco,
agora não
tem mais
nada; quem
estava
sadio, agora
está doente.
O sentimento
de pequenez
e de
impotência
diante da
fúria das
águas, é o
que todos
experimenta
neste
momento. A
vida de
muita gente
foi engolida
pelas águas
e carregada
pelas
correntezas.
E as
seqüelas vão
ficar
visíveis por
muito tempo
na vida
deste povo.
Enquanto por
aqui é a
seca que
castiga, por
lá são as
chuvas que
deixaram
muitas
comunidades
em estado de
emergência e
de
calamidade
pública.
Portanto,
diante da
situação de
calamidade
pública de
muitos
irmãos, a fé
nos pede
solidariedade.
Os
flagelados,
atingidos
pelas fortes
chuvas que
devastaram
cidades e
campos
inteiros,
precisam da
nossa
solidariedade:
alimentos,
roupas,
materiais de
higiene,
remédios e
dinheiro.
Ajude como e
com quanto
puder! Sua
doação pode
salvar
vidas. Nossa
igreja
precisa ser
missionária
e
samaritana.
Organize
você mesmo,
amado, amada
de Deus, em
sua
paróquia, em
sua rua, com
a turma que
assiste aos
jogos da
seleção como
você, uma
coletas para
estas
vítimas da
enchentes.
Faça da sua
copa uma
copa de
solidariedade.
Um bom dia e
fique com
Deus.
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães