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     05/07/2010
      Núcleo Diocesano de Comunicação - NDC
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TENHO SEDE DAS VÍTIMAS DAS ENCHENTES

 
 

 Amado, amada de Deus, tenho sede das vítimas das enchentes!

 Talvez por causa das “vuvuzelas” que soam sem parar nos últimos dias por conta das festas juninas, das convenções partidárias, dos jogos da copa do mundo e tantas festas, religiosas e profanas, tenhamos ouvido falar pouco das vítimas das enchestes em Alagoas e em Pernambuco. 

Quase todos os dias somos informados de tragédias naturais, humanas, espirituais e até amorosas, previsíveis e imprevisíveis. O meu receio, amado, amada de Deus, é que acostumados com tragédias desta natureza ficamos insensíveis para com a dor irmão e da irmã. Nada pior do que a insensibilidade diante do sofrimento alheio.

Segundo alguns noticiários, o que está acontecendo naquela área do Nordeste é muito semelhante ao que aconteceu com o Haiti. Mais de 200 mil pessoas desabrigadas, muitas desaparecidas e 57 mortas. As enchentes arrastaram casas, escolas, hospitais, igrejas, prédios públicos e privados, nos campos e nas cidades. Segundo me informou dom Genival, bispo de Palmares – Pe, nunca se tinha visto uma cheia como esta. Segundo ele, as enchentes conseguiram nivelar, por baixo, o sofrimento de ricos e pobres: todos perderam. Quem já era pobre, agora é miserável; quem já tinha pouco, agora não tem mais nada; quem estava sadio, agora está doente. O sentimento de pequenez e de impotência diante da fúria das águas, é o que todos experimenta neste momento. A vida de muita gente foi engolida pelas águas e carregada pelas correntezas. E as seqüelas vão ficar visíveis por muito tempo na vida deste povo.

         Enquanto por aqui é a seca que castiga, por lá são as chuvas que deixaram muitas comunidades em estado de emergência e de calamidade pública. Portanto, diante da situação de calamidade pública de muitos irmãos, a fé nos pede solidariedade. Os flagelados, atingidos pelas fortes chuvas que devastaram cidades e campos inteiros, precisam da nossa solidariedade: alimentos, roupas, materiais de higiene, remédios e dinheiro. Ajude como e com quanto puder! Sua doação pode salvar vidas. Nossa igreja precisa ser missionária e samaritana. Organize você mesmo, amado, amada de Deus, em sua paróquia, em sua rua, com a turma que assiste aos jogos da seleção como você, uma coletas para estas vítimas da enchentes. Faça da sua copa uma copa de solidariedade.

Um bom dia e fique com Deus.  

 

 Por Dom Pedro Brito Guimarães

 

 
 

DOM PEDRO BRITO GUIMARÃES

BISPO DIOCESANO

 

 

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