Amado, amada
de Deus,
tenho sede
de eleições!
O Brasil,
além de ser
considerado
“o país de
carnaval e
do futebol”,
possui
outros
distintivos
e apelidos:
“o Brasil é
o país das
eleições”.
De dois em
dois anos,
nós,
eleitores,
somos
chamados às
urnas para
dar o nosso
voto
obrigatoriamente.
Ultimamente,
aqui no
Brasil, tudo
funciona ou
deixa de
funcionar ao
sabor das
eleições.
Elas
emocionam,
condicionam
e ditam as
regras do
caminho do
Brasil. O
Brasil
caminha
ritmado
pelas
eleições. Ou
tudo pára ou
tudo anda no
ritmo das
eleições.
Tudo é
permitido ou
tudo é
proibido no
tempo das
eleições.
Por causa
das eleições
muitas
coisas são
feitas e
muitas
outras
deixam de
ser feitas.
Uma lei pode
deixar de
ser votada,
uma obra
pode deixar
de ser
feita, outra
obra pode
deixar de
ser
inaugurada
por causa
das
eleições.
Eleição no
Brasil virou
mercadoria e
comércio,
entrave e
desafio. Em
nome da
eleição tudo
se compra,
tudo se
vende, até
consciências.
Pessoas
brigam e se
intrigam, se
aliam e se
reconciliam.
Mesmo
proibido por
lei, tudo
pode ser
feito fora
ou dentro no
período
eleitoral.
Mesmo
proibidas há
pessoas que
conseguem se
eleger, se
reeleger e
se manter no
poder.
O Brasil
precisa
crescer e se
desenvolver.
Para isto
precisa
mexer neste
calendário
eleitoral.
Fazer
coincidir as
datas das
eleições e
deixar um
espaço de
tempo, ao
menos quatro
anos, entre
uma eleição
e outra para
que o
eleitor
possa
respirar um
ar que não
seja poluído
por
eleições.
Está claro,
amado, amada
de Deus, que
o Brasil
precisa de
uma reforma
política.
Enquanto não
vem a
prometida e
não cumprida
reforma
política, a
Igreja prega
o voto
ético,
esclarecido
e
consciente.
A sociedade
já fez a sua
parte, já
deu o seu
grito de
alerta. O
Congresso
Nacional já
aprovou e o
presidente
da República
já sancionou
o projeto
Ficha Limpa.
Vamos ver se
os outros
poderes tem
hombridade
para pô-lo
em prática.
E se nós,
eleitores,
temos
vergonha na
cara e não
votar mais
em candidato
corrupto:
candidato
corrupto
nunca mais!
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães