Amado, amada
de Deus,
tenho sede
de drogas
que não
matam!
É muito
comum, mais
do que
imaginamos,
ver pessoas
- homem,
mulher,
adolescente
e até
criança -,
em casa, nas
ruas e nos
bares, ao
redor de uma
mesa cheia
de bebidas
alcoólicas e
coberta por
fumaça de
cigarro.
Quase todos
os finais de
semana,
festas
dançantes.
Não há
festas
religiosas
em que não
haja festas
profanas, de
graça, à
noite
inteira, a
céu aberto,
de portas
abertas, às
vezes,
patrocinadas
como
dinheiro
público, com
a conivência
de gestores
públicos. É
comum, é
hábito, é
legal, é
normal! Até
aí, tudo
bem! O
problema é
quando o
abuso de
drogas
lícitas,
como o fumo
e a bebida
alcoólica,
cria
dependência.
Esta
dependência
que, às
vezes, é
motivo de
piadas,
deveria ser
tratado com
a merecida
seriedade,
pois, o
álcool está
incluído na
relação de
drogas que
causam
dependência
e, em muitos
casos, a
própria
morte.
O alcoolismo
é doença e
deve ser
tratado como
um problema
de saúde
pública. As
tristes
conseqüências
do
alcoolismo
são bastante
conhecidas:
sérios danos
para a
saúde,
acidentes de
trânsito com
grande
número de
vítimas
fatais;
acidentes de
trabalho,
violência
doméstica,
atingindo
mulheres e
crianças;
brigas e
homicídios.
A cultura
machista,
aliada à
propaganda,
tem
favorecido a
iniciação
sempre mais
precoce dos
rapazes no
uso de
bebidas
alcoólicas,
fazendo dos
jovens as
grandes
vítimas do
alcoolismo,
muitas
vezes,
associado ao
uso de
outras
drogas
lícitas e
ilícitas.
O alcoolismo
tem causado
muito
sofrimento
para os
alcoólatras
e para os
seus
familiares.
Por causa de
alcoolismo
muitas
lágrimas
foram
derramadas
dos olhos de
mães,
esposas e
filhos.
Hoje, cada
vez mais,
surgem
tratamentos
que
possibilitam
a
desintoxicação
e o controle
do
alcoolismo,
levando as
pessoas a
uma vida
saudável e
feliz:
medicamentos,
terapias
individuais,
de grupo ou
familiar,
internação
em clínicas
e centros
especializados,
aconselhamento
psicológico
e
espiritual.
Entre estas
destacamos a
AA
(Alcoólicos
Anônimos), a
Pastoral da
Sobriedade e
o Amor
Exigente.
Infelizmente
a falta de
informação e
de formação,
bem como a
relutância
em admitir a
situação, em
pedir ou
aceitar
ajuda,
dificulta
enormemente
a superação
do problema.
A ajuda
fraterna de
familiares e
pessoas
amigas é
fundamental
na
recuperação
dos
dependentes
químicos.
Estas
entidades
não-governamentais
fazem a sua
parte, o que
e como pode.
É preciso
valorizar,
divulgar e
apoiar os
esforços em
favor da
superação do
alcoolismo.
Mas é
preciso
chamar a
atenção dos
gestores
públicos
para a sua
responsabilidade
social na
solução
deste
problema. Há
necessidade
de medidas
preventivas,
de cunho
educativo e
social; de
controle
rigoroso da
venda de
bebidas
alcoólicas
para
menores; de
aplicação da
“lei seca”,
coibindo o
uso de
álcool pelos
motoristas;
de eliminar
bebidas
alcoólicas
da
propaganda.
Além disso,
há
necessidade
de uma
educação na
família, na
escola, na
igreja e na
sociedade de
modo geral,
para a
vivência
religiosa e
o cultivo
dos valores
éticos
capazes de
vencer a
dependência
de álcool e
trazer uma
nova vida,
inspirada na
fé em
Cristo.
As pastorais
Familiar e
da
Juventude, a
Catequese,
os Grupos de
Reflexão, a
Missões e os
Projetos: “A
vida é
Missão” e o
“Bíblia nas
mãos, no
coração e
pés na
missão”,
estão aí
engavetados
e
acorrentados,
enquanto as
drogas andam
soltas.
Isto, sem
falar,
amado, amada
de Deus, nas
drogas
ilícitas,
que estão
dizimando
pessoas e
famílias
inteiras.
Fica aí
registrada a
minha sede,
como um
grito de
alerta!
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães