Ainda nem
enxugamos
todas as
lágrimas e
nem
cicatrizamos
todas as
feridas
causadas
pelo
terremoto
que destruiu
o Haiti,
estamos
novamente
penalizados
e contando
os mortos do
terremoto do
Chile. A
terra tremeu
novamente.
Uma
catástrofe
atrás da
outra. À
memória
dessas
vítimas
devemos
dedicar este
nosso dia de
retiro. O
evangelho de
domingo
passado (Lc
13,1-9)
serve para
nós de
lição: se
vocês não
converterem,
vocês todos
iremos
perecer com
as vítimas
das
catástrofes
naturais.
Tudo isto já
está
previsto;
céus e terra
passarão. Só
minha
palavra não
passará. No
dia da morte
de Jesus,
segundo
Lucas, o
mundo vem
abaixo, como
nestes dois
terremotos
que acabamos
de acenar.
Diz Lucas:
“já era mais
ou menos
meio-dia, e
ma escuridão
cobriu toda
a região até
às três
horas da
tarde, pois
o sol parou
de brilhar.
A cortina do
santuário
rasgou-se
pelo meio.
Então Jesus
deu um forte
(Lc
23,44-45).
Claro,
amado, amada
de Deus, que
há diferença
entre os
dois
terremotos:
os
terremotos
que
atingiram o
Haiti e o
Chile foram
terremotos
naturais; o
terremoto
que abalou
as
estruturas
da terra na
hora da
morte de
Jesus foi um
terremoto
espiritual.
Os dois
fizeram
estragos: o
terremoto
natural
matou
fisicamente
muitas
pessoas; o
terremoto
espiritual
matou
espiritualmente
muitas
pessoas.
Por que será
que eu quis
trazer esta
cena tão
forte para
este nosso
dia de
retiro? Para
chamar a sua
atenção
para...
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães