Amado, amada
de Deus,
tenho sede
da coragem
dos
mártires!
O mês de
agosto é o
mês
vocacional.
E durante
toda esta
semana
celebra-se a
Semana
Nacional da
Família e,
com ela, a
vocação da
família e na
família, na
figura do
pai. Mesmo
não sendo um
pai no
sentido
biológico,
celebra-se
hoje a festa
de um pai na
fé, o
diácono são
Lourenço.
Lourenço foi
martirizado
na época do
Imperador
Valeriano,
que quis
arrancar
para si o
tesouro da
igreja, a
quem o
valente
diácono
apresentou
como sendo
os pobres.
Lourenço é
espiritual e
simbolicamente
“o pai dos
pobres”,
como é
invocado o
Espírito
Santo:
“vinde, pai
dos pobres,
doador dos
dons, luz
dos
corações”.
A propósito,
há uma frase
famosa,
atribuída a
Tertuliano,
que diz: “o
sangue dos
mártires é
sementeira
de
cristãos”.
No sentido
desta
sabedoria de
Tertuliano é
que a
vocação
cristã nasce
em uma terra
banhada,
lavada,
regada e
fecundada
pelo sangue
dos
mártires, a
começar pelo
sangue de
Jesus. A
Igreja do
primeiro
milênio
nasceu do
sangue dos
mártires,
como vimos
na fase que
declinamos
há pouco:
“sangue de
mártires é
semente de
cristãos”. A
este
respeito,
disse o papa
João Paulo
II: “os
acontecimentos
históricos
relacionados
com a figura
de
Constantino
Magno nunca
teriam
podido
garantir um
desenvolvimento
da Igreja
como o que
se verificou
no primeiro
milênio, se
não tivesse
havido
aquela
sementeira
de mártires
e aquele
patrimônio
de santidade
que
caracterizaram
as primeiras
gerações
cristãs. No
final do
segundo
milênio, a
Igreja
tornou-se
novamente
Igreja de
mártires. As
perseguições
contra os
crentes -
sacerdotes,
religiosos e
leigos -
realizaram
uma grande
sementeira
de mártires
em várias
partes do
mundo. O seu
testemunho,
dado por
Cristo, até
ao
derramamento
do sangue,
tornou-se
patrimônio
comum de
católicos”.
Nos
mártires,
amado, amada
de Deus, a
Igreja
presta
suprema
honra ao
próprio
Deus; nos
mártires,
ela venera
Cristo, que
está na
origem do
seu martírio
e sua
santidade.
Por isto, a
maior
homenagem
que todas as
Igrejas
prestarão a
Cristo, no
limiar do
terceiro
milênio,
será a
demonstração
da presença
onipotente
do Redentor,
mediante os
frutos de
fé,
esperança e
caridade em
homens e
mulheres de
tantas
línguas e
raças, que
seguiram
Cristo nas
várias
formas da
vocação
cristã.
Neste dia de
são
Lourenço,
aceite,
amado, amada
de Deus, um
abraço e um
beijo na sua
família.
Um bom dia e
fique com
Deus.
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães