Amado, amada
de Deus,
tenho sede
das coisas
claras!
O mês de
agosto é o
mês
vocacional.
E durante
toda esta
semana
celebra-se
no Brasil a
Semana
Nacional da
Família.
Ontem
recordamos a
figura de um
ilustre
membro da
nossa
família
eclesial,
são
Lourenço.
Hoje, amado,
amada de
Deus, há um
outro membro
da família
franciscana
a ser
destacado.
Trata-se de
santa Clara
de Assis.
Por isto
esta minha
sede de por
tudo às
clara.
Clara, uma
jovem nobre,
rica e
bonita,
nasceu no
dia 11 de
agosto de
1194. A
exemplo de
são
Francisco,
deixou tudo
para seguir
pobre a
Jesus na
alegria da
fraternidade,
na pobreza,
na
simplicidade,
na vida
contemplativa
e na
comunicação.
Por incrível
que pareça,
santa Clara
é padroeira
da
televisão.
Por que?
Porque,
apesar da
primeira
transmissão
televisiva
só ter
acontecido
em fevereiro
de 1926,
segundo a
lenda, antes
de sua
morte, em
1252, noite
de Natal, em
que a
humanidade
inteira
comemora com
os anjos o
nascimento
do Menino de
Belém,
quando todas
as Irmãs
foram para a
Capela do
Mosteiro, a
fim de rezar
a oração das
Matinas,
Santa Clara
permaneceu
sozinha, no
seu leito,
já que se
encontrava
doente nesta
ocasião e
não podia
acompanhar a
Comunidade
até a
Capela.
Clara
começou a
meditar e a
falar com o
pequenino
Jesus, visto
que sofria
por não ter
podido
participar
dos louvores
divinos: -
“Senhor meu
Deus,
deixaram-me
aqui
sozinha”.
Eis, que de
repente,
começou a
ressoar em
seus ouvidos
o
maravilhoso
conserto que
estava
acontecendo
na igreja de
São
Francisco.
Clara
escutava com
muita
alegria os
irmãos, os
frades,
salmodiando
o Ofício
Divino,
inclusive
ouvindo até
o som dos
instrumentos
musicais. Se
não fosse
por uma
intervenção
divina,
seria
impossível
que Santa
Clara
pudesse
ouvir tais
sons, pois o
lugar não
era tão
próximo
assim do
Mosteiro.
Tal prodígio
só era
possível se
a solenidade
tivesse sido
amplificada
de forma
divina ou se
o ouvido da
santa
tivesse sido
reforçado na
sua audição
de um modo
sobre-humano.
Ainda mais
fenomenal
foi o fato
de Santa
Clara, além
de ouvir,
ver o
próprio
presépio do
Senhor e
assistir à
Santa Missa
meia-noite,
que se
seguiu após
o canto da
salmodia.
É quase
contraditório
ser patrona
da televisão
uma santa
que viveu na
extrema
pobreza de
uma clausura
e nunca
assistiu
televisão
ser
padroeira da
televisão.
Este
milagre,
atribuído à
Santa Clara,
ocorreu um
ano antes de
sua morte,
em 1252.
Dizem que
ela assistiu
e descreveu
detalhadamente
a missa de
Natal da sua
igreja mesmo
estando
muito
doente, numa
cama a
muitos
quilômetros de
distância da
celebração.
Por essa
capacidade
de
transmitir e
presenciar
um fato
mesmo
estando
longe, ela
foi
declarada a protetora
da TV.
Por
causa deste
fato tão
espantoso, o
Papa Pio XII
declarou
Santa Clara
padroeira da
televisão em
1958.
Lembre-se,
amado, amada
de Deus, que
é de Jesus o
maior
milagre da
comunicação:
“o que digo
a vocês, às
escuras,
digam à luz
do dia; o
que digo a
vocês ao pé
do ouvido,
digam sobre
os
telhados.”
Infelizmente
a televisão
que tem como
padroeira
uma santa
tão querida
como santa
Clara, tem
uma
programação
tão
secularizada.
É o que
dizia Nelson
Rodrigues:
“a televisão
matou a
janela”. Ou
seja, hoje
não se olha
tanto para e
pela janela
como se olha
pela e para
a televisão.
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães