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     11/08/2010
      Núcleo Diocesano de Comunicação - NDC
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TENHO SEDE DAS COISAS CLARAS

 
 

          

Amado, amada de Deus, tenho sede das coisas claras!

 

O mês de agosto é o mês vocacional. E durante toda esta semana celebra-se no Brasil a Semana Nacional da Família. Ontem recordamos a figura de um ilustre membro da nossa família eclesial, são Lourenço. Hoje, amado, amada de Deus, há um outro membro da família franciscana a ser destacado. Trata-se de santa Clara de Assis. Por isto esta minha sede de por tudo às clara.

Clara, uma jovem nobre, rica e bonita, nasceu no dia 11 de agosto de 1194. A exemplo de são Francisco, deixou tudo para seguir pobre a Jesus na alegria da fraternidade, na pobreza, na simplicidade, na vida contemplativa e na comunicação. Por incrível que pareça, santa Clara é padroeira da televisão. Por que? Porque, apesar da primeira transmissão televisiva só ter acontecido em fevereiro de 1926, segundo a lenda, antes de sua morte, em 1252, noite de Natal, em que a humanidade inteira comemora com os anjos o nascimento do Menino de Belém, quando todas as Irmãs foram para a Capela do Mosteiro, a fim de rezar a oração das Matinas, Santa Clara permaneceu sozinha, no seu leito, já que se encontrava doente nesta ocasião e não podia acompanhar a Comunidade até a Capela. 

Clara começou a meditar e a falar com o pequenino Jesus, visto que sofria por não ter podido participar dos louvores divinos: - “Senhor meu Deus, deixaram-me aqui sozinha”. Eis, que de repente, começou a ressoar em seus ouvidos o maravilhoso conserto que estava acontecendo na igreja de São Francisco. Clara escutava com muita alegria os irmãos, os frades, salmodiando o Ofício Divino, inclusive ouvindo até o som dos instrumentos musicais. Se não fosse por uma intervenção divina, seria impossível que Santa Clara pudesse ouvir tais sons, pois o lugar não era tão próximo assim do Mosteiro. Tal prodígio só era possível se a solenidade tivesse sido amplificada de forma divina ou se o ouvido da santa tivesse sido reforçado na sua audição de um modo sobre-humano. Ainda mais fenomenal foi o fato de Santa Clara, além de ouvir, ver o próprio presépio do Senhor e assistir à Santa Missa meia-noite, que se seguiu após o canto da salmodia.     

É quase contraditório ser patrona da televisão uma santa que viveu na extrema pobreza de uma clausura e nunca assistiu televisão ser padroeira da televisão. Este milagre, atribuído à Santa Clara, ocorreu um ano antes de sua morte, em 1252. Dizem que ela assistiu e descreveu detalhadamente a missa de Natal da sua igreja mesmo estando muito doente, numa cama a muitos quilômetros de distância da celebração. Por essa capacidade de transmitir e presenciar um fato mesmo estando longe, ela foi declarada a protetora da TV.

     Por causa deste fato tão espantoso, o Papa Pio XII declarou Santa Clara padroeira da televisão em 1958.

Lembre-se, amado, amada de Deus, que é de Jesus o maior milagre da comunicação: “o que digo a vocês, às escuras, digam à luz do dia; o que digo a vocês ao pé do ouvido, digam sobre os telhados.”

         Infelizmente a televisão que tem como padroeira uma santa tão querida como santa Clara, tem uma programação tão secularizada. É o que dizia Nelson Rodrigues: “a televisão matou a janela”. Ou seja, hoje não se olha tanto para e pela janela como se olha pela e para a televisão.

         Um bom dia e fique com Deus!

 

 Por Dom Pedro Brito Guimarães

 

 
 

DOM PEDRO BRITO GUIMARÃES

BISPO DIOCESANO

 

 

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