Estamos
vivendo,
amado, amada
de Deus, em
uma época
muito ruim
para as
crianças e,
por tabela,
para todos
os
pequeninos,
pobres e
indefesos:
“abusos
sexuais de
crianças”,
“maus-tratos
e violências
contra
crianças”,
“abandonos
de
crianças”,
“trabalho
infantil”,
“tráficos de
crianças”,
“morte de
crianças,
até mesmo
nos ventres
maternos,
antes de
elas
nascerem”...
são algumas
das
manchetes
que quase
todo dia
ouvimos.
Todos são
crimes.
Denuncie.
Disque 100.
Frequentemente
ouve-se
falar em
tráfico de
seres
humanos. As
mulheres e
as crianças
são as
primeiras e
principais
vítimas.
Dizem as
estatísticas
que no
Brasil,
anualmente,
100 mil
meninos e
meninas são
vítimas de
exploração
sexual. A
nossa
diocese faz
parte da
luta contra
o extermínio
de jovens.
O que está
acontecendo
com nossa
sociedade?
Jesus não
tratava as
criancinhas
assim e nem
ensinou
ninguém
tratá-las
com desprezo
e violência.
Jesus amava
as crianças
porque foi
criança
também:
abraçava as
criancinhas
e não queria
que ninguém
o impedisse
de assim
agir.
Apresentava
as crianças
como modelo
para os
discípulos,
candidatos
ao Reino de
Deus. Por
que então
tratamos tão
mal as
criancinhas?
Será que
esquecemos
que um dia
fomos
crianças que
choravam, à
noite
inteira,
faziam cocô
e xixi na
cama ou na
rede?
Quem cuida
de crianças,
amado, amada
de Deus,
deve ter
como
princípio é
o amor: a
gratuidade,
educação e
ludicidade:
servir a
criança com
amor, educar
a criança
com amor,
brincar com
a criança
com amor.
Quem ama
serve com
gratuidade,
quem serve
com
gratuidade
ama. Quem
ama educa,
quem educa
ama. Quem
ama brinca,
quem brinca
ama.
Com os
versos de um
poeta,
termino esta
minha sede,
aqui de
Brasília,
abraçando
todas as
nossas
queridas
crianças:
“que as
crianças
cantem
livres sobre
os muros e
ensinem
sonho ao que
não pode
amar sem dor
(...) que o
passado abra
os presentes
pro futuro
que não
dormiu e
preparou o
amanhecer...”.
Daqui de
Brasília, um
abraço
fraterno. Um
bom dia e
fique com
Deus.
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães