Amado, amada
de Deus,
tenho sede
de
Margarida!
Margarida,
além de ser
nome de uma
variedade de
plantas, de
flores, de
mulheres e
de empresas,
é também
nome de uma
brincadeira
de roda.
Quem não
conhece
bem-me-querer,
mal-me-quer,
bonina? Quem
já não
cantou:
“apareceu a
Margarida,
olê, olê,
olá.
Apareceu a
Margarida,
olê, seus
cavaleiros?”.
Neste mês
vocacional e
nesta Semana
Nacional da
Família,
amado, amada
de Deus, é
justo que eu
preste
homenagem,
com esta
minha sede,
a um tipo de
planta, de
flor e de
dança. Mas a
minha sede
não é de
nenhuma
destas
margaridas e
sim de
Margarida
Alves, uma
mulher,
trabalhadora
rural, líder
sindical,
que morreu
barbaramente
assassinada,
com um tiro
certeiro, em
1983, na
Paraíba,
diante do
seu filho de
apenas10
anos de
idade.
Margarida
morreu por
lutar contra
o poder dos
latifundiários
da sua
época.
Margarida,
uma flor
pisada e
esmagada em
pleno chão;
Margarida,
uma vida
ceifada
pelos
conflitos do
campo;
Margarida,
uma vida
doada pelos
ideais de
justiça;
Margarida,
uma mulher
simples, da
roça, com um
gesto de
tamanha
grandeza...
De Margarida
Alves,
amado, amada
de Deus,
ficaram
muitas
recordações
que nem a
memória do
tempo
conseguirá
apagar. Uma
dela é a
marcha das
mulheres
trabalhadoras,
chamada
acertadamente
de: “marcha
das
margaridas”.
Mas o seu
maior
legado, além
do seu
martírio, é
esta frase
atribuída a
ela: “é
melhor
morrer na
luta do que
morrer e
fome”.
É verdade,
amado, amada
de Deus, o
melhor é
viver. Mas
se não for
possível, “é
melhor
morrer na
luta do que
morrer e
fome”.
Morrer de
fome não,
nunca mais.
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães