Termina
hoje, em
Brasília, a
48ª
Assembleia
da CNBB, e
hoje também
começa o 16º
Congresso
Eucarístico
Nacional.
Como tenho
feito todos
os dias,
hoje também,
aqui de
Brasília, o
meu abraço
para você e
sua família,
agradecido
por
estarmos,
mesmo
distantes,
unidos na
mesma fé,
amor e
amizade.
Obrigado.
Hoje é dia
de Nossa
Senhora de
Fátima e dia
da abolição
da
escravidão
no Brasil.
Como é
costume
dizer: a
abolição não
libertou da
escravidão.
Há ainda
muitas
marcas e
feridas
abertas,
difíceis de
serem
cicatrizadas.
Mas, amado,
amada de
Deus, a
língua
portuguesa
possui
palavras
bonitas e
pouco usadas
na linguagem
coloquial.
Uma delas é
a palavra
negritude.
De origem
francesa
esta palavra
serve para
exaltar os
valores das
culturas da
raça negra.
Como estamos
de malas
prontas para
a copa do
mundo, desta
feita, pela
primeira vez
a ser
realizada no
Continente
Africano, e
como estamos
comemorando
hoje o dia
da abolição
da
escravatura,
é de bom
alvitre usar
esta
expressão
minha sede
para exaltar
a beleza da
raça negra.
De racismo e
de
preconceito
por conta de
sua cor,
acho que
todo negro
já sofreu. E
se você
ainda não
sofreu
preconceito,
se prepare
para sofrer.
Embora seja
crime e dê
cadeia, não
incomum
ouvir piadas
de mau gosto
que ofende a
todo um
povo,
somente por
causa da sua
cor. Fora da
cor da pele
não há
diferença
entre branco
e negro.
Aliás, dizem
que não
existe raça,
pois, somos
todos
iguais,
filhos de
Adão e Eva,
com pele
branca ou
negra. Mas
convencer a
quem foi
formado na
escola da
discriminação
e do
preconceito
raciais não
se constitui
tarefa
fácil.
Em homenagem
ao povo
negro, mais
do que
falar, hoje
quando
estiver no
altar da
eucaristia,
na abertura
do 16º
Congresso
Eucarístico
Nacional,
vou colocar
você, amado,
amada de
Deus, negro
u branco,
moreno ou
mestiço, na
patena e no
cálice. Este
Congresso
Eucarístico
que tem como
tema:
“Eucaristia,
pão da
unidade dos
discípulos
missionários”,
e como lema:
“fica
conosco,
Senhor!”, é
um convite
para
refletirmos
sobre a
unidade
quebrada com
o advento do
pecado
original e
social,
piorado com
a
escravidão.
O pão
eucarístico
gera a
unidade
rompida e
perdida com
a
escravidão.
Na
eucaristia
aprende-se a
lição que,
embora
sejamos
muitos e
diferentes,
formamos um
só corpo. A
eucaristia
nos une no
só corpo o
que a
história
separou e
dividiu.
De Brasília,
o meu grito
de alerta:
“livres e
iguais” –
para todos.
Um bom dia e
fique com
Deus.
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães