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     15/05/2010
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 TENHO SEDE DA ORIGEM DOS MANDAMENTOS

 
 

           Hoje celebraremos o terceiro dia do 16º Congresso Eucarístico Nacional, aqui em Brasília. “Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários. Fica conosco, Senhor”! – Eis o seu tema e o seu lema.

Há uma piadinha gostosa de ouvir e, como é função da piada fazer rir, pensar e agir, esta faz tudo isto: faz rir, pensar e agir. Contam que um dia, lá no começo do mundo, Deus perguntou aos fenícios: “vocês querem mandamentos”? E eles perguntaram: o que é isto? Dê-nos um exemplo. E Deus disse: “não matar”. Eles responderam: “não queremos não. Aqui estamos cercados de inimigos. É impossível viver sem matar”. Então, Deus perguntou aos egípcios: vocês querem mandamentos? Eles também perguntaram: o que é isto? Dê-nos um exemplo. E Deus disse: “não roubar”. Eles responderam: “não queremos não. A nossa economia é baseada no roubo. Não podemos viver sem roubar. Então Deus se dirigiu aos hebreus e perguntou-lhes: vocês querem mandamentos? Eles não perguntaram o que era isto, mas o quanto custa? Deus disse: é de graça. E eles responderam: pois, então, nos dê dez.

Brincadeira à parte, amado, amada de Deus, esta piada é uma explicação não somente para origem dos mandamentos, mas, sobretudo, na explicação das áreas de interesse dos povos de todos os tempos, de todas as raças. Muitos querem um Deus ou uma religião que não interfira na sua forma de pensar e de viver. Um Deus que nada proíba e tudo permita. De fato, tem gente que não quer mandamentos porque os mandamentos proíbem matar e diz que não pode viver sem matar. Tem gente que não quer mandamentos porque eles proíbem roubar e diz que não sobrevive sem roubar.

Por fim, tem gente que quer mandamentos se for de graça porque para este tipo de pessoa tudo é questão de dinheiro. Os judeus tem a fama de gostar de dinheiro. Mas será que é só eles? A teologia da prosperidade está ai arrastando multidões a adorarem ao um Deus banqueiro. A CF 2010 nos lembrou: “vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.

De Brasília, o meu grito de alerta: “livres e iguais” – para todos. Um bom dia e fique com Deus.

Por Dom Pedro Brito Guimarães

 

 
 

DOM PEDRO BRITO GUIMARÃES

BISPO DIOCESANO

 

 

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