Olhando, bem
de pertinho
e com o
coração de
pastor, a
realidade em
que estamos
vivendo, me
pus a pensar
nesta minha
sede de
hoje: tenho
sede de
saber que
eles sabem
da nossa
situação,
conhecem a
nossa
realidade,
sabem das
nossas
necessidades,
fragilidades
e das
potencialidades
também.
O problema,
amado, amada
de Deus, é
que eles
sabem, mas
não fazem:
sabem que
nossa
educação não
é de
qualidade;
sabem que
nossa saúde
é ruim;
sabem que é
mais fácil
colocar um
doente em
uma
ambulância e
mandar para
Teresina do
que cuidar
dele na sua
região;
sabem que
nossas
estradas
estão cheias
de buracos;
sabem que o
povo está
passando
fome e sede;
sabem que a
seca está
deixando
esturricada
a nossa
terra; sabem
que nossa
energia,
onde existe,
é de péssima
qualidade;
sabem que a
violência
está
banalizada;
sabem que
não temos
segurança
pública
segura;
sabem que as
drogas
correm
soltas;
sabem que o
alcoolismo é
um problema
de saúde
publica;
sabem que o
trânsito
mata tanto
quanto as
outras
doenças;
sabem do
nosso ponto
fraco, da
nossa falta
de memória
histórica,
da falta de
formação
política, da
falta de
cidadania,
da maneira
como nós
votamos;
sabem da
falta de
políticas
públicas
voltadas
para o bem
comum;
sabem, sabem
e sabem...
Eles sabem
tudo o que
falta fazer,
como fazer e
quem deve
fazer. Só,
amado, amada
de Deus, que
eles não
fazem.
Revelam o
problema.
Fazem o
diagnóstico.
Distribuem
responsabilidades.
Atribuem aos
outros as
soluções.
Prometem!
Mas não
fazem.
Parafraseando
a Jesus, no
evangelho de
João: “Pai,
perdoa-lhes,
porque eles
não fazem o
que
sabem!”
Você sabe,
amado, amada
de Deus,
quem são,
afinal,
estes
“eles”? Não
sabe?
Advinhe de
quem estou
falando!
Então, um
bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães