Amado, amada
de Deus,
tenho sede
de
protestar!
Não costume
me ocupar
com
acidentes
neste meu
quadro
“Tenho Sede”.
Até porque,
acidente,
como o
próprio nome
diz, é algo
acidental,
não
programado
ou
premeditado.
E também
para não
ferir a
sensibilidade
das pessoas,
sofridas com
as tragédias
naturais ou
humanas.
Mas, neste
último
acidente
automobilístico
que vitimou
duas
pessoas, não
me contenho
e tenho que
protestar.
Não sou
advogado e
nem tenho
procuração
das famílias
enlutadas
para me
posicionar a
favor das
mesmas. Mas
tenho todo o
direito de
protestar.
Eu protesto!
E esta minha
sede de
protesto,
amado, amada
de Deus,
hoje vai na
seguinte
direção:
O acidente
automobilístico
da semana
passada
chamou a
minha
atenção para
a falta de
cuidado e de
respeito
pela vida.
Costumo
viajar muito
por esta
nossa
região,
inclusive
fiz
recentemente
este trecho
até São
Lourenço, e
posso
testemunhar,
sem medo de
dizer a
verdade e de
ferir
ninguém, que
acidentes
como este é
previsível:
obras
inacabadas,
abandonadas,
suspensas,
maquinários
retirados;
serviços mal
feitos, sem
projetos e
sem
planejamento;
estradas má
conservadas,
esburacadas,
sem
sinalização,
sem
fiscalização
e sem
visibilidade
por causa da
poeira,
causando
danos à
saúde e à
segurança
das pessoas
que por ali
moram ou
transitam, é
só o que se
vê por este
Piauí a
fora. Esta
se brincando
com a vida.
Eu protesto!
Não dá para
justificar
como muitas
destas
empresas,
devidamente
contratadas,
por meio,
certamente
de licitação
pública,
pagas com o
nosso
dinheiro,
não cuidar
da segurança
e da vida
das pessoas.
Como é
possível
cometer
tantos
absurdos e
infrações e
não serem
penalizadas?
O que está
por trás
disso?
Alguma coisa
tem que ser
feita.
Alguém tem
que se
responsabilizar
e ser
responsabilizado.
Cadê a
responsabilidade
social das
empresas?
Cadê os
órgãos de
fiscalização
do governo?
Cadê os
políticos
que vivem
fazendo
discursos,
contra ou a
favor? Cadê
os
movimentos
sociais e as
pessoas, em
particular,
que não
reclamam,
não
protestam,
não
denunciam?
Quem se
responsabiliza
pelos
direitos à
salubridade
e à vida das
pessoas?
Basta chorar
as mortes de
pessoas
indefesas e
inocentes?
Eu protesto!
Ao que
parece,
amado, amada
de Deus,
para este
tipo de
empresário,
a vida não
vale nada. O
que vale é o
dinheiro
público
passar para
o bolso de
privados,
sem uma
conseqüente
contrapartida
e
responsabilidade
social.
Queremos o
progresso e
o
desenvolvimento:
obras,
estradas,
aeroportos,
barragens
etc, mas com
segurança,
com respeito
ao meio
ambiente e à
vida das
pessoas. Eu
protesto!
Um bom dia,
com
protesto, e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães