Jesus
Cristo, na
semana
passada,
falou tanto
em amor que
me lembrei e
me senti
inspirado em
compor esta
minha sede
de hoje
sobre o
amor: tenho
sede, amado,
amada de
Deus, de
amor.
Há muito
tempo atrás
moravam numa
mesma ilha
distante
daqui cinco
sentimentos:
a riqueza, a
vaidade, a
tristeza, a
alegria e o
amor. Um dia
eles foram
surpreendidos
com o aviso
de que a
ilha ia ser
inundada e
todos deviam
sair da ilha
o mais breve
possível, ao
menos que
não
quisessem
morrer
afogados.
Então, cada
um cuidou de
construir
seu barco
para escapar
da
inundação. O
amor, como
sempre,
sempre o
amor foi
ajudar a
cada
sentimento a
construir
seu barco: -
a riqueza, a
vaidade, a
tristeza, a
alegria -, a
ponto de
esquecer de
construir o
seu barco.
Quando
começou a
inundação o
amor pediu
carona à
riqueza e
esta disse:
“sinto
muito, amor,
mas meu
barco está
cheio das
minhas
riquezas e
não cabe
mais
ninguém”.
Quando as
águas
estavam
pelos
joelhos, o
amor foi
pedir carona
à vaidade e
esta lhe
disse:
“sinto
muito, amor,
mas meu
barco está
limpinho e
você está
molhado,
suado e
enlameado. E
não vou
sujá-lo”.
Quando as
águas já
estavam pela
cintura, o
amor foi
pedir carona
à tristeza.
Esta, por
sua vez, lhe
disse: “ah,
amor, sinto
muito. Esta
noite dormir
mal, acordei
de
mau-humor,
estou
estressada,
com
depressão e
prefiguro ir
sozinha, com
a minha
dor”.
Quando as
águas
estavam pelo
pescoço, o
amor foi
pedir carona
à alegria e
esta por
estar tão
alegre nem
ouviu o
pedido do
amor e foi
embora
sozinha
feliz da
vida.
Quando já
estava se
afogando, de
repente, não
se sabe
vindo de
onde
apareceu um
barco
conduzido
por um
senhor
velhinho. O
amor pediu
socorro a
este
simpático
senhor que,
prontamente,
atendeu ao
seu pedido e
o salvou do
afogamento.
O velhinho
levou ao
amor a um
lugar seguro
de foi
embora. O
amor muito
sensibilizado
com o seu
gesto
esqueceu de
perguntar o
seu nome.
Recorreu à
sabedoria e
esta lhe
disse que
era o tempo.
O tempo?
Sim, amor, o
tempo.
Somente o
tempo é
encarregado
de carregar
o amor em
seu barco e
de salvar o
amor.
E você,
amado, amada
de Deus,
quem mora na
ilha da sua
vida? A
riqueza? A
vaidade? A
tristeza? A
alegria? E o
amor?
Lembre-se,
amado, amada
de Deus: só
o tempo
salvará o
amor!
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães