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     19/05/2010
      Núcleo Diocesano de Comunicação - NDC
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TENHO SEDE DO AMOR

 
 

            Jesus Cristo, na semana passada, falou tanto em amor que me lembrei e me senti inspirado em compor esta minha sede de hoje sobre o amor: tenho sede, amado, amada de Deus, de amor.

Há muito tempo atrás moravam numa mesma ilha distante daqui cinco sentimentos: a riqueza, a vaidade, a tristeza, a alegria e o amor. Um dia eles foram surpreendidos com o aviso de que a ilha ia ser inundada e todos deviam sair da ilha o mais breve possível, ao menos que não quisessem morrer afogados. Então, cada um cuidou de construir seu barco para escapar da inundação. O amor, como sempre, sempre o amor foi ajudar a cada sentimento a construir seu barco: - a riqueza, a vaidade, a tristeza, a alegria -, a ponto de esquecer de construir o seu barco.

Quando começou a inundação o amor pediu carona à riqueza e esta disse: “sinto muito, amor, mas meu barco está cheio das minhas riquezas e não cabe mais ninguém”. Quando as águas estavam pelos joelhos, o amor foi pedir carona à vaidade e esta lhe disse: “sinto muito, amor, mas meu barco está limpinho e você está molhado, suado e enlameado. E não vou sujá-lo”. Quando as águas já estavam pela cintura, o amor foi pedir carona à tristeza. Esta, por sua vez, lhe disse: “ah, amor, sinto muito. Esta noite dormir mal, acordei de mau-humor, estou estressada, com depressão e prefiguro ir sozinha, com a minha dor”.  Quando as águas estavam pelo pescoço, o amor foi pedir carona à alegria e esta por estar tão alegre nem ouviu o pedido do amor e foi embora sozinha feliz da vida.   

Quando já estava se afogando, de repente, não se sabe vindo de onde apareceu um barco conduzido por um senhor velhinho. O amor pediu socorro a este simpático senhor que, prontamente, atendeu ao seu pedido e o salvou do afogamento. O velhinho levou ao amor a um lugar seguro de foi embora.  O amor muito sensibilizado com o seu gesto esqueceu de perguntar o seu nome. Recorreu à sabedoria e esta lhe disse que era o tempo. O tempo? Sim, amor, o tempo. Somente o tempo é encarregado de carregar o amor em seu barco e de salvar o amor.

E você, amado, amada de Deus, quem mora na ilha da sua vida? A riqueza? A vaidade? A tristeza? A alegria? E o amor? Lembre-se, amado, amada de Deus: só o tempo salvará o amor!

Um bom dia e fique com Deus! 

Por Dom Pedro Brito Guimarães

 

 
 

DOM PEDRO BRITO GUIMARÃES

BISPO DIOCESANO

 

 

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