Ainda nem
começou pra
valer a
campanha
eleitoral e
já estão
sussurrando
aos meus
ouvidos
indícios da
volta
daquela
velha e
malfadada
prática
eleitoral do
tempo dos
coronéis: a
troca de
votos,
melhor
dizendo, a
compra de
votos. Todo
tempo de
eleição é
assim!
Quaisquer
benefícios a
uma
comunidade
são
postergados
até que,
perto das
eleições,
são
novamente
prometidas
e, até
iniciadas,
para pararem
tão logo as
urnas são
abertas.
Isto se
caracteriza
como troca
de votos, ou
compra de
votos.
Voto, amado,
amada de
Deus, não se
troca por
nada e nem
por nenhuma
coisa. Voto
não se vende
por nenhum
benefício e
por nenhum
dinheiro.
Nem por um
par de
sandálias,
nem por
dentadura,
nem cesta
básica e nem
por
quaisquer
outras
melhorias.
Isso é
compra de
votos. Mas
voto não é
mercadoria:
não se
compra e nem
se vende
voto. Voto é
cidadania, é
arma de
combate, é o
princípio da
democracia,
é o poder do
eleitor,
elemento de
mudanças e
de
alternância
de poder.
Comprar ou
vender voto
é crime, dá
cadeia e
inelegibilidade.
E você não
quer ver seu
candidato e
nem você
mesmo atrás
das grades
de uma
prisão,
vendo o sol
nascer
quadrado.
Voto não tem
preço, tem
conseqüências.
Por isso,
tenho sede,
amado, amado
de Deus, de
água, sem
voto, de
moradia, sem
voto, de
emprego, sem
voto, de
comida, sem
voto, de
estradas,
sem voto, de
energia, sem
voto, de
saúde, sem
voto, de
segurança,
sem voto, de
educação,
cultura e
lazer, sem
voto, tudo,
tudo, tudo,
sem voto...
Se você,
amado, amada
de Deus,
sabe de
casos desta
natureza,
denuncie.
Seu
candidato é
ficha limpa,
você também
é eleitor ou
eleitora
ficha limpa.
Então, vamos
limpar estas
eleições:
votar com
consciência
e ter a
mesma sede
que eu
tenho: tenho
sede de
(...) sem
voto.
Um bom dia,
sem voto, e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães