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     20/04/2010
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TENHO SEDE DE BRASÍLIA

 
 

      

Amado, amada de Deus, tenho sede de Brasília 

Hoje, melhor dizendo, amanhã, comemora-se o quinquagésimo aniversário da fundação de Brasília. Parece até que foi ontem, mas já se passaram 50 anos da construção da moderna capital do Brasil que substitui a antiga capital, o Rio de Janeiro, a cinquentana mais charmosa do Brasil. Charmosa e moderna em tudo: na arquitetura, na formatação, no plano diretor, nas lógicas de cidade do futuro. Brasília faz lembrar de Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Oscar Niemeyer, de Lúcio Flávio e de uma legião de arquitetos, engenheiros, políticos e simplesmente de anônimos, sobretudo, dos candangos, que colocaram as mãos na massa e ergueram a nossa querida capital.

Não fossem os escândalos que se abateram recentemente sobre Brasília que certamente ofuscaram o brilho desta festa, hoje seria um dia de júbilo para os brasilienses e para os brasileiros. Mas até que foi bom ter acontecido isto para que não dê uma conotação simplesmente política deste evento, como é de praxe, sobretudo num ano eleitoral, mas uma conotação de brasilidade, de cultura, de arte, de religião. Por que não? A Igreja também, amado, amada de Deus, faz parte desta história, ajudou e ajuda a construir Brasília. E se alegre com o seu aniversário.

Erguida num local profetizado ou sonhado por dom Bosco, Brasília é uma cidade amada por Deus, pois, como diz o salmista “se o Senhor não construir nossa cidade, em vão habitarão seus moradores. Tanto assim que marcamos a nossa Assembleia Geral da CNBB e o Congresso Eucarístico Nacional para Brasília para comemorar, como Igreja, o aniversário da nossa linda capital federal.

Na bíblia há quatro cidades muito citadas: Sodoma e Gomorra, Babilônia e Jerusalém. Sodoma e Gomorra são criticadas pela falta de hospitalidade e de acolhida; Babilônia é criticada pela sua perversão e perversidade; Jerusalém é elogiada por ser a cidade da paz, a mãe de todos os viventes. Brasília, amado, amada de Deus, tem um pouco de Sodoma e de Gomorra, de Babilônia e de Jerusalém. De fato, amado, amada de Deus, a cidade é a expressão de sua gente, de seus habitantes. Numa cidade, amado, amada de Deus, encontram-se as lógicas de espaço, de centro e de periferia, de tempo e de lazer, de pluralidade cultural, de participação e de mobilização, dos valores, de trabalho e de poder.

Por isso, um brinde e um viva a Brasília pelos seus cinquenta anos!

Um bom dia e fique com Deus!

 

Por Dom Pedro Brito Guimarães

 

 
 

DOM PEDRO BRITO GUIMARÃES

BISPO DIOCESANO

 

 

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