Amado, amada
de Deus,
tenho sede
de Brasília
Hoje, melhor
dizendo,
amanhã,
comemora-se
o
quinquagésimo
aniversário
da fundação
de Brasília.
Parece até
que foi
ontem, mas
já se
passaram 50
anos da
construção
da moderna
capital do
Brasil que
substitui a
antiga
capital, o
Rio de
Janeiro, a
cinquentana
mais
charmosa do
Brasil.
Charmosa e
moderna em
tudo: na
arquitetura,
na
formatação,
no plano
diretor, nas
lógicas de
cidade do
futuro.
Brasília faz
lembrar de
Juscelino
Kubitschek
de Oliveira,
de Oscar
Niemeyer, de
Lúcio Flávio
e de uma
legião de
arquitetos,
engenheiros,
políticos e
simplesmente
de anônimos,
sobretudo,
dos
candangos,
que
colocaram as
mãos na
massa e
ergueram a
nossa
querida
capital.
Não fossem
os
escândalos
que se
abateram
recentemente
sobre
Brasília que
certamente
ofuscaram o
brilho desta
festa, hoje
seria um dia
de júbilo
para os
brasilienses
e para os
brasileiros.
Mas até que
foi bom ter
acontecido
isto para
que não dê
uma
conotação
simplesmente
política
deste
evento, como
é de praxe,
sobretudo
num ano
eleitoral,
mas uma
conotação de
brasilidade,
de cultura,
de arte, de
religião.
Por que não?
A Igreja
também,
amado, amada
de Deus, faz
parte desta
história,
ajudou e
ajuda a
construir
Brasília. E
se alegre
com o seu
aniversário.
Erguida num
local
profetizado
ou sonhado
por dom
Bosco,
Brasília é
uma cidade
amada por
Deus, pois,
como diz o
salmista “se
o Senhor não
construir
nossa
cidade, em
vão
habitarão
seus
moradores.
Tanto assim
que marcamos
a nossa
Assembleia
Geral da
CNBB e o
Congresso
Eucarístico
Nacional
para
Brasília
para
comemorar,
como Igreja,
o
aniversário
da nossa
linda
capital
federal.
Na bíblia há
quatro
cidades
muito
citadas:
Sodoma e
Gomorra,
Babilônia e
Jerusalém.
Sodoma e
Gomorra são
criticadas
pela falta
de
hospitalidade
e de
acolhida;
Babilônia é
criticada
pela sua
perversão e
perversidade;
Jerusalém é
elogiada por
ser a cidade
da paz, a
mãe de todos
os viventes.
Brasília,
amado, amada
de Deus, tem
um pouco de
Sodoma e de
Gomorra, de
Babilônia e
de
Jerusalém.
De fato,
amado, amada
de Deus, a
cidade é a
expressão de
sua gente,
de seus
habitantes.
Numa cidade,
amado, amada
de Deus,
encontram-se
as lógicas
de espaço,
de centro e
de
periferia,
de tempo e
de lazer, de
pluralidade
cultural, de
participação
e de
mobilização,
dos valores,
de trabalho
e de poder.
Por isso, um
brinde e um
viva a
Brasília
pelos seus
cinquenta
anos!
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães