Amado, amada
de Deus,
tenho sede
de Ficha
Limpa!
Nestes
últimos dias
passaram por
nossa região
muitos
políticos,
por conta de
eventos
sociais,
religiosos
e,
sobretudo,
políticos. É
que estamos
em época de
campanha
política,
mesmo se
antecipada.
Mas, amado,
amada de
Deus, a
minha sede é
que no dia
19 de maio
deste ano,
por 76 votos
a favor,
nenhum
contra e
nenhuma
abstenção, o
senado
aprovou o
projeto
chamado de:
“ficha
limpa”, que
proíbe o
registro de
candidatura
a quem tiver
condenação
na justiça.
Este projeto
de
iniciativa
popular
nasceu do
Movimento de
Combate à
Corrupção
Eleitoral –
MCCE,
composto por
43
entidades,
tendo como
cabeça, a
CNBB, a
nossa
conferencia,
chegou ao
Congresso
legitimado
por mais de
1.600.000
assinaturas.
Os políticos
tiveram que
se render à
pressão e à
mobilização
popular.
Apesar de
toda pressão
da sociedade
organizada,
o projeto
chegou a ser
a ameaçado
de não ser
aprovado.
Desde
setembro do
ano passado
estava
guardada nas
gavetas do
Congresso.
Um nobre
deputado
disse certa
feita que
era mais
fácil um boi
voar do que
este projeto
ser
aprovado.
Por isso,
não podemos
dizer que
sua
aprovação
foi sob
vontade
soberana do
Congresso,
mas por
livre e
espontânea
pressão
social. O
senador
Pedro Simon
disse a nós
bispos que a
aprovação
deste
projeto foi
o primeiro
milagre do
Congresso
Eucarístico
Nacional,
realizado em
Brasília.
Seja por
qualquer
razão,
inclusive
por milagre,
o fato é
que foi
aprovado e,
com isto,
ele vai
ajudar mudar
o quadro da
política
brasileira
que agora
tem um
instrumento
para barrar
candidaturas
de pessoas
com ficha
suja.
Depois da
sua
aprovação,
disse o
senador
Marcelo
Perillo:
“hoje é um
dia
histórico”.
Com a sua
aprovação,
muda o mapa
político do
Brasil. Foi
enterrado o
político
corrupto,
condenado,
reincidente,
inveterado.
O candidato
a cargo
eletivo tem
que ter
“ficha
limpa”.
Acaba, com
isso, com a
imunidade, o
enriquecimento
ilícito, a
possibilidade
de renunciar
para não ser
cassado e na
próxima
eleição ser
candidato
novamente.
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães