Sou órfão de
pai e de
mãe. Talvez,
por isto,
tenha me
lembrada das
lágrimas de
minha mãe,
por ser hoje
o dia da
festa de
santa
Mônica, mãe
de santo
Agostinho. É
muito comum
ouvir
desabafo de
pais e de
mães que, na
difícil arte
de educar,
chorarem por
seus filhos
e filhas
rebeldes e
quase
pagãos.
Choram,
sofrem,
cuidam,
perdem,
riem,
recomeçam,
perdoam...!
Santa
Mônica, mãe
de santo
Agostinho,
teve muita
dificuldade
de exercer
esta sua
missão.
Mulher
inteligente
e
determinada,
convicta e
fervorosamente
católica,
forte na fé
e na vida de
oração,
casou-se com
um homem
pagão e
gerou filhos
quase
pagãos. Com
poucas
palavras,
com muitas
orações e
com muitas
lágrimas
conseguiu
domar a fera
e
transformá-la
em um
verdadeiro
cristão, um
dos maiores
santos, por
sinal.
Ao cumprir
esta nobre
missão,
quando
estava no
leito de
morte,
disse: “a
minha maior
alegria foi
ver, antes
de morrer, o
meu filho
“cristão
católico”. O
próprio
Santo
Agostinho
diz que sua
mãe: “que
pela carne,
concebeu seu
filho para a
vida
temporal
mas, pela fé
e o coração,
o fez nascer
para a vida
eterna”.
Com esta
minha sede,
amado, amada
de Deus,
estou aqui
me
recordando
de tantas
mães fortes,
heroínas,
santas,
mártires que
trazem
consigo uma
força e um
instinto
extraordinários,
que se
lançam na
aventura
sublime de
educarem
seus filhos
até às
últimas
conseqüências.
“Amar até
doer”, dizia
Madre Teresa
de Calcutá!
Talvez seja
a única
palavra que
mais defina
a vocação
sublime de
ser mãe! A
mãe é ponte
por onde se
“passa do
nada (ex
nihilo) para
a claridade
desta vida,
dom de
Deus”.
Quando o
filho nasce
a “mãe
começa a
morrer”
porque fará
da sua vida
uma plena
doação,
esquecimento
de si,
renúncia,
heroísmo e
altruísmo. O
que seria de
muitos de
nós se a
nossa mãe
não tivesse
sido
“salvação”,
âncora,
bússola,
força,
estímulo,
esperança?
Muitas delas
trazem
consigo uma
força e um
instinto
extraordinários.
Não é este o
maravilhoso
testemunho
de Santa
Mônica para
com o seu
filho Santo
Agostinho?
Dia e noite
ela rogou de
joelhos ao
Senhor,
durante
vinte anos,
que o
chamasse
para o seu
círculo de
bem-aventurados.
Chorou
intensamente
a Deus pelos
erros do
filho. Um
dia Mônica
foi procurar
Santo
Ambrósio em
lágrimas,
bispo da sua
Cidade,
depois de
receber suas
recomendações
uma primeira
vez, e lhe
pediu ajuda
para
conduzir
Agostinho
para a
Igreja.
Respondeu-lhe
o servo de
Deus: “vá e
viva em paz,
pois, é
impossível
que possa
perecer um
filho de
tantas
lágrimas”.
Ela
acreditou
serem estas
palavras voz
de Deus, e
delas não
abriu mão
(cf. Santo
Agostinho.
Confissões,
III,11.12).
Ah! Como
tenho
saudade dos
conselhos de
minha mãe!
Como tenho
saudade de
suas
lágrimas
pela minha
conversão!
As lágrimas
de santa
Mônica, como
de resto, as
lágrimas de
nossas mães
são as
lágrimas de
Deus,
chorando
pela nossa
conversão.
Enquanto nós
não nos
convertermos
Deus não
para de
chorar.
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães