A agitação é
a marca
característica
do nosso
tempo, mas
também foi a
marca dos
tempos
passados.
Mas nunca se
falou e se
viveu tão
agitado como
nos dias
atuais.
Quando não
há agitação,
nós a
criamos.
Vive-se hoje
igual ao
tempo de
Marta,
aquela a
quem Jesus a
apelidou de
aperreada:
“Marta,
Marta, por
que te
afliges e te
inquietas
por muita
coisa!”
Vive-se uma
espécie de
síndrome de
Marta: por
causa do
corre-corre
vive-se hoje
num
verdadeiro
campo de
batalha -
vida de
Marta; por
causa das
doenças mais
comuns como
o stress e a
depressão -
doenças de
Marta;
porque
ninguém tem
mais tempo
para nada e
para ninguém
- atitude de
Marta!
Estas
palavras de
Jesus, por
si só, se
constituem
um pequeno
evangelho, o
evangelho em
forma breve:
“Marta,
Marta, por
que te
afliges e te
inquietas
por muita
coisa!”.
Como disse o
Cardeal
Geraldo
Magela,
Arcebispo de
Salvador:
“É
necessário
fazer
atenção às
palavras de
Jesus.
Descobriremos
que Jesus
não agride
Marta
“porque
trabalha”.
Jesus não
lhe diz: “Tu
te ocupas”,
mas “Tu te
preocupas,
te agitas
muito”. O
ocupar-se é
um fazer
ordenado e
normal; ao
invés, o
preocupar-se
é um fazer
inquieto, um
agitar-se
próprio de
quem perdeu
a serenidade
e
equilíbrio,
é ansioso e
quer fazer
mais do que
convém.
Desse
preocupar-se
fora dos
limites,
Jesus
reprova
Marta”.
É isto
mesmo,
amado, amada
de Deus, o
que você
ouviu:
Jesus não
critica a
Marta pelo
trabalho,
porque se
ocupa, mas
porque se
preocupa, se
agita e se
lastima em
demasia.
Ocupar-se é
diferente de
preocupar-se.
O mundo
empurra a
gente à
preocupação,
à agitação,
à
inquietação!
A Igreja, ao
contrário,
remete a
gente à
calmaria, à
quietude, à
tranqüilidade!
Marta está
agitada!
Pedro está
agitado!
Maria está
agitada!
João está
agitado! Por
isto, tenho
sede de ser
menos
agitado.
O que agita
você, amado,
amada de
Deus? O que
o ocupa? E o
que o
preocupa?
Como hoje é
dia de santa
Marta, a
padroeira
dos
agitados,
peça então a
ela que lhe
dê quietude,
calmaria e
tranqüilidade.
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães