A situação
hostil do
clima do
semi-árido,
associado à
escassez de
chuva e de
água, a
falta de
energia
elétrica, de
estrada, de
implementos
agrícolas e
insumos, a
falta de
políticas
publicas
voltadas ao
homem do
campo,
constituem
um conjunto
de elementos
que
contribuem
para a
miséria, a
sede, a
fome, as
doenças e a
pobreza
rural. Viver
da
agricultura
na nossa
região é um
verdadeiro
milagre.
Como milagre
não acontece
todo dia, o
homem, a
mulher do
campo planta
muito e
colhe pouco,
trabalha
muito e come
pouco. O
trabalhador
rural é a
classe mais
pobre da
nossa
região.
O trabalho
da roça
sempre foi
considerado
um trabalho
inferior,
desprezível
e
degradante.
Parece
castigo.
Quem não tem
vocação ou
capacidade
para outra
profissão
termina na
roça. Bom
mesmo é
trabalhar na
empresa, na
fábrica, no
escritório.
Mas, amado,
amada de
Deus, todo
trabalho é
digno. A
profissão de
agricultor,
amado, amada
de Deus, é
tão digna
quanto as
outras
profissões
urbanas.
Apesar de
desprezado e
discriminado,
ninguém vive
sem o homem
do campo. A
vida
saudável
começa na
mesa. E a
mesa da vida
saudável
começa no
campo pelo
trabalhador
rural. A
saúde começa
na mesa. E a
mesa da
saúde começa
no campo
pelo
trabalhador
rural. Se o
campo não
planta a
cidade não
almoça e não
janta. A
terra dá se
a gente
plantar, se
a gente não
planta a
terra não
dá. Neste
sentido, a
enxada é tão
digna tanto
quanto a
caneta, o
bisturi, a
tesoura.
Poucos
reconhecem e
valorizam o
homem e a
mulher da
roça. Não é
preciso ser
filho de
doutor, o
homem do
campo também
tem valor.
Muitas vezes
o homem do
campo só é
lembrado em
épocas de
eleições e
só é
valorizado
pelo título
de eleitor.
A história
de Caim e
Abel é
bastante
ilustrativa
neste
sentido. Por
ser
pecuarista a
oferta de
Abel foi
aceita,
enquanto que
a oferenda
de Caim, que
era
agricultor,
não foi bem
vista por
Deus. Neste
contexto é
apresentado
o primeiro
crime da
história da
humanidade.
Será por que
Caim era um
pequeno
agricultor e
não grande
pecuarista
que ele
matou seu
irmão? Não
creio!
Contei,
recontei e
fiz a conta
e descobri
que a
maioria do
povo da
minha
diocese,
confiado ao
meu
pastoreio, é
agricultor.
Por isto
este I
Congresso é
um gesto de
boa vontade,
uma forma de
acolhida, de
respeito e
responsabilidade
missionária
para com
esta
maioria. O
que é certo
é que temos
uma divida
social e
religiosa
muito grande
a pagar aos
trabalhadores
e
trabalhadoras
do campo.
Com pastor
de um povo
agricultor,
eu acolho,
você,
agricultor e
agricultora,
com o beijo
e abraço da
paz.
Por isso,
obrigado ao
homem do
campo.
Bem-vindos e
bem-vindas,
trabalhadores
e
trabalhadoras
rurais. Um
bom dia e
fique com
Deus.
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães