Amado,
amada de
Deus, tenho
sede das
lições do
futebol!
Estamos nos
aproximando
do final da
copa do
mundo de
futebol na
África do
Sul. Quantas
horas diante
da
televisão.
Quantos
jogos
assistidos.
Quantos
gools
vitórias
comemoradas.
Quantas
derrotas
suportadas.
Mas quantas
lições
aprendidas,
amado, amada
de Deus? De
Dom Orlando
Brandes,
Arcebispo
Bispo de
Londrina, ao
que saiba,
nunca foi
técnico e
nem jogador
de futebol.
Mas tirou
sete lições
que gostaria
de
compartilhar
com você:
“1ª lição:
Treinar
sempre
- Precisamos
sempre estar
em forma, em
dia,
preparados e
adequados.
Tudo na vida
deve ser bem
preparado
para
vencermos a
mediocridade,
a rotina, a
superficialidade.
Treinar
significa
dar o melhor
de si,
cultivar-se
sempre,
querer
crescer.
Nunca
estamos
prontos e
acabados,
somos
eternamente
aprendizes.
2ª
lição:
Trabalhar em
equipe -
Nós somos
tentados ao
individualismo,
isolamento
ou
estrelismo.
Tudo isso
leva à
derrota. O
futebol é
uma escola
da vida em
equipe, em
unidade, em
interação
com os
outros. O
time, a
equipe é
como uma
família.
Todos são
importantes.
A vitória de
um é sucesso
de todos. O
time em
campo ensina
valorizar o
outro,
promover o
outro,
aceitar
ajuda do
outro,
colaborar e
trabalhar
juntos para
vencer
juntos.
3ª
lição:
Obedecer às
normas -
Quanto mais
um jogador
sabe e
obedece às
normas do
jogo tanto
mais ele é
eficiente e
erra menos.
Obedecer às
normas não é
submissão,
jugo,
opressão,
servilismo.
As normas e
leis existem
para o bem
comum e a
obediência
às leis
permite a
convivência
social, a
igualdade de
todos e o
zelo pelo
que é
público.
Obedecer ao
árbitro é
proteger o
time contra
a violência,
o egoísmo, o
orgulho, a
raiva, a
vingança.
4 ª
lição: Saber
ganhar e
saber perder
- Assim
é a vida.
Saber ganhar
sem vaidade,
orgulho e
desprezo dos
outros. O
que importa
é
participar.
Sem o
adversário,
não há
vitória.
Saber
respeitar o
adversário é
sinal de
maturidade.
O adversário
não é mau
nem inimigo,
mas, alguém
importante
que nos
desafia.
Outra lição
do futebol é
saber
perder. Quão
difícil na
vida é saber
perder.
Aceitar a
derrota, o
fracasso e
treinar de
novo para
melhorar,
eis o
caminho da
sabedoria. A
derrota é
possibilidade
de
auto-avaliação
e de
superação
das
limitações.
Muitas vezes
a derrota é
oportunidade
para futura
vitória.
5ª
lição: Ser
bom atleta -
Um atleta
passa por
grandes
renúncias,
sacrifícios,
exigências.
Precisa de
formação
física e
psicológica,
de
concentração
e
autocontrole,
espírito de
cooperação e
domínio de
si,
superação da
derrota,
respeito ao
rival,
espírito de
equipe e
amizade. Se
em nossas
Igrejas,
escolas,
tivéssemos
fiéis e
estudantes
com espírito
de atleta, a
missão
educadora e
evangelizadora
seriam bem
diferentes.
6ª
lição: Ser
torcedor -
Aprendemos
lições do
futebol com
os bons
torcedores.
Eles são
entusiasmados,
vibrantes,
participantes,
incentivadores,
colaboradores,
motivadores.
Se
soubéssemos
vibrar com a
verdade e o
bem, a
justiça e o
amor com o
vigor dos
torcedores,
teríamos
outra
sociedade.
Ser
torcedores
do
evangelho,
do reino de
Deus, do
amor
fraterno, é
o que mais
necessitamos
para
derrotar a
violência, a
droga, o
vazio
existencial.
Demonstra
alto grau de
humanismo
quem torce
pelo sucesso
e bem-estar
dos outros.
7ª
lição:
Evitar os
perigos -
Quando o
time vira
ídolo
enfrentamos
sérios
perigos.
Deixamos
Deus e
adoramos o
time. A
corrupção
financeira
ronda os
esportes.
Tudo vira
negócio. A
violência
toma conta
dentro e
fora do
campo.
Quando um
time é
endeusado a
família é
deixada de
lado, as
finanças não
são
controladas,
o
nervosismo,
a
hipertensão,
as doenças
vasculares
aparecem. O
torcedor se
torna um
escravo.
Tudo vira
circo, festa
e alienação.
A idolatria
esportiva
enfraquece a
consciência
política, o
interesse
social, a
responsabilidade
por outros
valores
inegociáveis.
“Filhinhos,
fugi dos
ídolos”, nos
diz o
evangelista
João. A
idolatria
gera
fanatismos e
escravidões,
engana as
pessoas,
corrompe a
vida. Além
disso,
afasta de
Deus,
prejudica a
família,
aliena a
consciência,
escraviza a
sociedade.
Somos
atletas de
Deus em
busca da
coroa
incorruptível
nos céus. A
salvação
eterna será
o gol
decisivo da
vitória da
graça e da
fé.
Cantaremos
eternamente
as glórias
de Deus que
deu à
Igreja, o
treinador
Jesus e o
Espírito
Santo, o
técnico da
graça e
médico de
todas as
feridas do
jogo
evangelizador.
Que as
vitórias do
Brasil
seja a do
amor, da
solidariedade,
da
partilha,
do
trabalho,
da saúde,
da
educação,
da
habitação,
da
honestidade,
da
dignidade,
da vida
e da paz!”
Um bom dia e
fique com
Deus
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães