Com o
coração em
festa, cheio
de emoção e
de
sentimento
de gratidão,
nestes
primeiros
raios do
sol, declaro
aberto o dia
de São
Raimundo
Nonato,
padroeira da
cidade, da
paróquia e
da diocese.
Faço minhas
as palavras
de Paulo, as
quais já me
referi no
segundo dia
de novena:
“sinto
por você um
amor
ciumento,
amado, amada
de Deus,
semelhante
ao amor que
Deus tem por
você”
(2Cor 2).
Isto mesmo,
amado, amada
de Deus, um
amor
ciumento
pelo
espetáculo
de fé e de
piedade
cristãs que
durante os
nove dias
que os
sanraimundenses
manifestaram,
em praça
pública, a
céu aberto,
ao ar livre.
Costumo
comparar a
festa de São
Raimundo
como um
grande
retiro
espiritual,
como uma
grande
semana
missionária.
Tenho bem
vivo na
minha
memória cada
dia de
oração, cada
noite de
novena, cada
momento de
mística, de
reflexão e
de
evangelização.
Guardo vivo
na memória o
rosto de
cada orante,
o nome de
cada
homenageado,
as orações
de cada
participante,
as palavras
de cada
pregador, os
sons de cada
acorde
musical e o
timbre de
cada cantor
ou cantora
dos
mistérios
divinos.
Abrimos,
amado, amada
de Deus, as
festividades
deste ano
com a imagem
da porta
estreita,
mas aberta
para acolher
a todos. Por
ela todos
foram
introduzidos
e
encaminhados
ao banquete
do reino da
vida. Só não
ouviu o
convite quem
não educou
os ouvidos,
só não
entrou quem
não quis, só
não ceiou
quem não
teve apetite
espiritual.
Ao longo dos
nove dias de
festa fomos
fincando as
estacas para
a construção
de uma
igreja
discipular:
ouvinte da
Palavra,
meditadora,
orante,
contemplativa,
adoradora,
doxológica e
eucarística;
de uma
igreja
samaritana:
agápica, que
se faz
próxima e
irmã de
todos os
caídos à
beira das
estradas e
da história
e da vida,
cuidando das
suas feridas
e
curando-as.
De uma
igreja
missionária
e de
missionários,
que anuncia
com alegria
e entusiasmo
o alegre
anúncio do
reino.
É
interessante,
amado, amada
de Deus, que
no dia de
são Raimundo
também se
celebre o
dia do
nutricionista
e o dia de
fazer a
diferença.
Nutrido,
amado, amada
de Deus, com
a Palavra e
eucaristia,
faça, você
mesmo, a
diferença.
Um pequeno
milagre
aconteceu
nesta festa:
políticos e
eleitores,
aliados e
adversários
se juntaram,
se deram às
mãos, num
abraço
fraterno, e
caminharam
juntos na
mesma
igreja, no
mesmo barco,
ou melhor,
“na mesma
praça, no
mesmo banco,
na mesma
flor e no
mesmo
jardim...”
Bem
apropriada a
marchinha
que embalou
as noites de
novena:
“graças a
Deus, graças
a Deus.
Vamos dar
graças a
Deus pela
igreja que
nos deu”.
Graças a
Deus pela
igreja e
pelo povo
que nos deu.
Obrigado
Deus!
Obrigado
Jesus!
Obrigado São
Raimundo
Nonato!
Agora,
amado, amada
de Deus,
entrego-lhe
a batuta,
para você
concluir,
com suas
palavras, o
festejo de
São
Raimundo. A
palavra
agora é
sua..!
Um bom dia e
fique com
Deus!
Por Dom
Pedro Brito
Guimarães